Lá está...eu nunca concordo muito com este tipo de frases. O "julgar" ( seja lá o que isso for de acordo com a definição dos diferentes autores) é visto sempre como algo negativo, quando na realidade não é. É precisamente a visão crítica acerca da nossa própria pessoa que nos permite mudar e crescer. Ninguém é perfeito e se já temos consciência dos nossos defeitos, como é que vamos mudar se nos limitamos a aceitar-nos tal e qual como somos? Simplesmente não acontece. Podemos amar-nos e ter uma visão crítica ao mesmo tempo. Uma coisa não exclui a outra, de maneira nenhuma. Antes pelo contrário, esta é a única maneira de evoluir constantemente. beijinhos
Mona Lisa, acredita que o julgar é bastante negativo. Eu sei do que falo, porque passei anos da minha vida em auto-julgamento e as consequências foram uma baixa auto-estima e auto-confiança, pois procurava ser prefeita em tudo. Como achava sempre que não tinha ficado bem, julgava-me e criticava-me e isso nunca fui positivo para mim até porque não tinha consciência do que fazia. Só quando colocamos consciência do que estamos a fazer a nós próprios é que conseguimos ver a situação de outra forma e aos poucos começarmos a mudar esses pensamentos.
Ah, mas ok...estamos a falar de coisas diferentes. Deitar-nos abaixo é uma coisa. Agora, ter uma visão crítica é na mesma julgar, mas é algo bem diferente. O primeiro comportamento é completamente destrutivo, o segundo é construtivo e permite crescer. Pensa nas práticas parentais, por exemplo. A maior parte das mães ama mesmo os seus filhos e quer o melhor para eles, certo? Vamos imaginar que o filho faz asneiras e não se porta bem. "Julgar" o seu comportamento e dizer que não está certo comportar-se dessa forma, enquanto implementamos regras não é negativo, pelo menos ao meu ver. A mãe ama o seu filho? Sim. Concordo com o seu comportamento? Não necessariamente. Uma coisa não exclui a outra. Alguém podia dizer, ah..mas essa coisa dos pais e filhos é completamente diferente. Não é, o princípio é sempre o mesmo. Amar-nos implica viver segundo o que realmente somos, mas para conseguires isso, vais obrigatoriamente ter um choque ao identificar os teus defeitos. Isto não é julgar de maneira destrutiva, mas sim saber fazer uma apreciação crítica de nós mesmos. E aí podem acontecer 2 coisas: 1) Aceitámo-nos com os nossos defeitos, tal e qual como somos, acomodámo-nos e permanecemos assim para sempre; 2) Aprendemos a analisar os nossos defeitos e procuramos crescer, ultrapassando-os. A segunda abordagem é impossível sem uma apreciação crítica de tudo o que somos e fazemos. beijinhos
12 comentários:
Lá está...eu nunca concordo muito com este tipo de frases. O "julgar" ( seja lá o que isso for de acordo com a definição dos diferentes autores) é visto sempre como algo negativo, quando na realidade não é. É precisamente a visão crítica acerca da nossa própria pessoa que nos permite mudar e crescer. Ninguém é perfeito e se já temos consciência dos nossos defeitos, como é que vamos mudar se nos limitamos a aceitar-nos tal e qual como somos? Simplesmente não acontece. Podemos amar-nos e ter uma visão crítica ao mesmo tempo. Uma coisa não exclui a outra, de maneira nenhuma. Antes pelo contrário, esta é a única maneira de evoluir constantemente. beijinhos
Mona Lisa, acredita que o julgar é bastante negativo. Eu sei do que falo, porque passei anos da minha vida em auto-julgamento e as consequências foram uma baixa auto-estima e auto-confiança, pois procurava ser prefeita em tudo. Como achava sempre que não tinha ficado bem, julgava-me e criticava-me e isso nunca fui positivo para mim até porque não tinha consciência do que fazia.
Só quando colocamos consciência do que estamos a fazer a nós próprios é que conseguimos ver a situação de outra forma e aos poucos começarmos a mudar esses pensamentos.
Beijinhos
Ah, mas ok...estamos a falar de coisas diferentes.
Deitar-nos abaixo é uma coisa. Agora, ter uma visão crítica é na mesma julgar, mas é algo bem diferente. O primeiro comportamento é completamente destrutivo, o segundo é construtivo e permite crescer.
Pensa nas práticas parentais, por exemplo. A maior parte das mães ama mesmo os seus filhos e quer o melhor para eles, certo? Vamos imaginar que o filho faz asneiras e não se porta bem. "Julgar" o seu comportamento e dizer que não está certo comportar-se dessa forma, enquanto implementamos regras não é negativo, pelo menos ao meu ver. A mãe ama o seu filho? Sim. Concordo com o seu comportamento? Não necessariamente. Uma coisa não exclui a outra. Alguém podia dizer, ah..mas essa coisa dos pais e filhos é completamente diferente. Não é, o princípio é sempre o mesmo.
Amar-nos implica viver segundo o que realmente somos, mas para conseguires isso, vais obrigatoriamente ter um choque ao identificar os teus defeitos. Isto não é julgar de maneira destrutiva, mas sim saber fazer uma apreciação crítica de nós mesmos. E aí podem acontecer 2 coisas: 1) Aceitámo-nos com os nossos defeitos, tal e qual como somos, acomodámo-nos e permanecemos assim para sempre; 2) Aprendemos a analisar os nossos defeitos e procuramos crescer, ultrapassando-os. A segunda abordagem é impossível sem uma apreciação crítica de tudo o que somos e fazemos.
beijinhos
Pois Joana, as vezes é difícil não nos julgar-mos. Quando a auto-estima anda por baixo por exemplo.
beijinho
Mona Lisa, já percebi que utilizamos conceitos diferentes para designarmos a mesma coisa.
Beijinhos
Ana Cerneleanu, é nessas alturas que temos de nos amar ainda mais e de cuidarmos de nós.
Beijinhos
Adorei. Só que pra me amar mais, eu preciso me alto julgar pra tentar ser uma pessoa melhor.
Beijos...
Passei por sua janela e por aqui fiquei escorada... Seguindo.
me visita querida.
www.medicinepractiases.blogspot.com
By,
Nathacha
Adorei. Só que pra me amar mais, eu preciso me alto julgar pra tentar ser uma pessoa melhor.
Beijos...
Passei por sua janela e por aqui fiquei escorada... Seguindo.
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Nathacha
Nathacha, para nos amarmos temos de aceitar os nossos defeitos e valorizar as nossas virtudes.
beijinhos
Não julgar gratuitamente, não ser julgado gratuitamente. Acho que é o mais importante.
Martini Bianco, concordo :) beijinhos
Eu julgo-me vezes demais, mas estou em aprendizagem a esse nível, o problema não é só meu é dos outros também...Bjinho
Maria, é um problema da sociedade em geral.
Beijinhos
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