Cá em casa, o meu pai e o meu irmão nunca tiveram grande jeito para a resolução dos problemas relacionados com electrónica, electrodomésticos e afins. Sempre que ocorre um problema gritam: "Joana! A televisão não funciona!" ou "Joana, a máquina não tira café!" ou ainda "Joana, o aquecimento não está a dar nada, vai lá ver!" e eu vou.
Quando estava na faculdade, chegaram a telefonar-me porque tinham carregado não sabem onde no comando da televisão e esta tinha deixado de dar. E eu lá lhes tive de dizer para carregarem nesta e naquela tecla e assim resolveram o problema. O que eu me ri neste dia...
Como na altura estava completamente afastada da minha essência e em casa já era "engenheira", resolvi formar-me em engenharia química.
Hoje, confesso que não sei como consegui tirar este curso, pois não tem nada a ver comigo. Deve ter sido por essa razão que nunca trabalhei, nem procurei trabalho, na minha área de formação. Insconscientemente sabia que não era para ir por ali.
Depois de um intenso trabalho interior e de me alinhar com a minha essência, fui-me apercebendo dos meus dons e talentos. Ainda não é fácil para mim assumir-me como terepauta, mas sinto que é para seguir por aí. Pois, às vezes, até parece que o Universo conspira para que isso aconteça, embora em casa continue a ser a engenheira de serviço.
16 comentários:
Acredito que os "outros" não são menos capazes, menos espertos, menos dotados...
São vezes demais comodistas. Se alguém puder pensar por eles é mais fácil, não precisam "matar-se".
É o que sinto cá em casa com determinados assuntos (básicos). Mais fácil perguntar do que meter mãos à obra.
Mas falavas de ti. Falavas da tua orientação profissional ou vocação.
Um diploma não faz um bom profissional e muito menos o realiza.
Espero que consigas atingir os teus objectivos e que sejas feliz.
Beijinho
Dida
Parabéns por escutares a tua voz interior!
Beijo
Dida, cá em casa o comodismo também funciona muito bem. Infelizmente.
Sei que um diploma não faz um bom profissional, daí que esteja a começar a caminhar na direção que sinto ser para seguir, tendo como base tudo aquilo que aprendi na minha busca interior.
Beijinhos
Pusinko, grata :)
Beijinhos
Acho que o meio caminho para sermos felizes é seguirmos a nossa vocação e fazermos algo que nos realize...Que consigas esse fim!Bjinho
Maria, grata :) beijinhos
Por vezes é preciso experimentar outros caminhos para descobrirmos o que realmente nos é destinado, srª engenheira.
E com a intuição que tens não duvido que o tenhas encontrado, importa é que sejas feliz e te sintas realizada.
Beijos
Manu
Manu, não estou arrependida. Estou grata, porque hoje sou quem sou graças a isso.
Hoje sinto que é para seguir por aqui, amanhã logo se verá ;)
Grata :)
Beijinhos
Joana, a "engenhocas" :) Olha que isso é muito bom. Um género de "handy girl" :)
Bjs
Martini Bianco, lol... beijinhos
Engenharia química, que interessante! Daí a "queda" para a culinária ;)
Kendimen, quem sabe...
Beijinhos
Congratulo-te pela tua coragem! por teres conseguido seguir o teu caminho... eu, já gostei muito da minha profissão; no activo vim a descobrir uma enorme frustração e decepção... mas tb ainda não descobri o meu verdadeiro dom, a minha verdadeira vocação e, muito menos, coragem para mudar seja para o que quer que for... mas estou com esperança de mudar e de descobrir! vou aguardando com calma, tudo tem o seu tempo, não é?? :) Bjs
Baunilha, é! Experimenta fazer coisas diferentes como hobbie. Foi assim que percebi quais os meus dons. ;)
Beijinhos
Nunca tive jeito para as engenharias da casa, sejam pendurar candeeiros ou configurar computadores. Talvez por isso algumas coisas na minha vida não tivessem resultado. Felizmente, agora já tenho alguém que é ás nessas coisas e eu aproveito! É a única forma de trabalho infantil que tolero, hehehe
Sofá Amarelo, hehehehe... sendo assim, eu fui vitima de trabalho infantil. :P
Beijinhos
Postar um comentário